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Presidente ou Presidenta?

Chamar presidenta fortalece a luta feminista porque sinaliza logo tratar-se de uma mulher?

 

Imagina uma cena assim.
- Presidente, presidente, como vai a senhora?
- Presidente uma conversa. Me respeite que eu sou é presidenta. Presidentaaa, entendeu bem? Presidenta!
Este suposto carão de Dilma é só um exercício de fantasia. Mas bem que poderia ilustrar a encruzilhada sociolinguística que sucedeu a eleição de Dilma Rousseff  presidente do Brasil. Ou presidenta. 
A questão pode parecer irrelevante, pois à primeira vista, tanto faz chamar de um ou de outro jeito. Mas ela traz em seu rastro inquietações decisivas para os próximos quatro anos. A escolha por uma ou outra opção gera resultados bem diferentes. Do ponto de vista da norma culta, os dicionários Aurélio e Houaiss já recomendam o uso de presidenta como feminino de presidente ou para a mulher do presidente, mas o debate não se esgota aí.
Chamar presidenta fortalece a luta feminista porque sinaliza logo tratar-se de uma mulher? Presidente, como o CORREIO prefere, é melhor que presidenta para os ouvidos e leitores sensíveis? Dá pra chegar a uma conclusão ou cada um faz sua escolha?

A professora Paula Gemima, especialista em linguagem de sinais para deficientes auditivos, optou por chamar presidente. “Assim, fazemos um sinal só com a mão, pois o sinal já traz implícita a ideia que é um homem presidente. Se chamar presidenta, seriam dois sinais, um para o cargo e outro para mulher”, simplificou, antes de treinar mais um aluno em Paripe, no Subúrbio, onde mantém seu curso.
COTIDIANO Já a pedagoga e professora de português, Maria Cristina Vidal, prefere a opção mais fácil de entender. Estabelecida no ramo de suporte pedagógico, a antiga “banca” ou “reforço escolar”, ela ensina a seus alunos escreverem “a presidente” porque “a presidenta não soa bem”.
Cristina compara: “gerenta também existe, mas ninguém chama assim desse jeito. No Exército, não tem soldada, nem capitã... é muito feio!”.
A pró segue os ensinamentos do professor Adalberto J. Kaspary, que vai buscar na  Academia das Ciências de Lisboa, a fonte para defender o uso da palavra comum a homem e mulher: presidente. Segundo a interpretação de Kaspary, “presidenta” pode tornar-se pejorativo, principalmente se ela fracassar.
Chamar de chefa e parenta também ficou meio baixo-astral em contextos específicos de desvalorização da mulher.
Ellen Gracie Northfleet, a primeira mulher a presidir o Supremo Tribunal Federal, se diz presidente, que é mais formal, como pede o cargo. A acadêmica Nélida Piñon seguiu esta trilha, ao apresentar-se como “a primeira presidente” da Academia Brasileira de Letras. Patrícia Amorim é a presidente do Flamengo e não presidenta.
O famoso professor Pasquale Cipro Neto se escala no time que prefere chamar “presidente Dilma”. Em uma de suas aparições em programas de TV sobre língua portuguesa, aproveitou o momento político para decretar: normalmente as palavras que terminam ‘nte’ não têm variação. “O que identifica o gênero é o artigo que o precede, como o gerente, a gerente, o pedinte, a pedinte”.
A professora baiana, filha de pais russos, Nadegda Kochergin, pede licença para discordar do mestre Pasquale: “Presidenta é melhor porque deixa claro ser uma mulher e a questão de gênero, agora para o Brasil, vai tomar um novo fôlego”.  É assim, “presidenta Dilma” que o Kumon, estabelecimento onde a professora Nadegda trabalha, com 25 unidades em Salvador e Região Metropolitana, vai recomendar a seus 2,6 mil alunos.
Na campanha, o PT divulgou “candidata a presidenta”. Se for dado a Dilma o direito de decidir como prefere, é muito provável que ela determine ser chamada  “presidenta”.
Antes, a forma feminina se estabeleceu em professora, doutora e juíza, que também soaram estranho nos primeiros anos, mas depois foram assimilados no falar cotidiano dos brasileiros.
MAIS SIMPLES 
Na Argentina, a presidenta Cristina Kirchner jamais deixou qualquer dúvida de sua preferência. “Presidenta! Comecem a se acostumar. Presidentaaa... e não presidente!”,  gritava aos eleitores e eleitoras, toda animada, na campanha. 
As mulheres argentinas saíam do chão nos comícios, felizes da vida com a disposição de Cristina para encarar a tradição machista. 



Depois de tomar posse, todo documento que chegava à Casa Rosada, endereçado à “presidente”, ela devolvia. Chateada, mandava reimprimir com o nome que achava certo: “presidenta”. Passou a ser chamada de “La Presidenta”, por ser uma mulher de pé firme. No Chile, Michelle Bachelet seguiu a ideia e se fez chamar presidenta. 

Outro caso famoso foi o de Indira Ghandi, que ficou no poder, na Índia, entre 1966 e 1977, e voltou em 1980 para permanecer quatro anos. Indira começou como “o primeiro-ministro”; depois, virou “a primeiro-ministro”; e por fim, na metamorfose do poder, conquistou o título de “a primeira-ministra”.
Em São Paulo teve polêmica, embora minimizada pelo fato de já existir mulher prefeita desde 1932, com a pioneira Alzira Soriano, em Lages, Rio Grande do Norte.  Luíza Erundina, petista como Dilma, trocou as placas do palácio onde se lia o cargo no masculino “prefeito”.
Se vai haver rejeição em relação ao feminino do substantivo no poder, é questão de tempo saber. Presidente ou presidenta, tem diferença sim e muita: quem faz a língua é o povo, que vota toda hora nas palavras mais simples de dizer as coisas do mundo.
E você, internauta, como prefere chamar Dilma Rousseff a partir de 1º de Janeiro? 

Paulo  Leandro|Redação CORREIO
paulo.leandro@redebahia.com.br

Pode me dar dois minutos?

No último dia 05/11 tivemos a participação do grupo MPC BRASIL.
A sua visita em nossa escola foi apenas pra lembrar que existe um Deus que não está de braços cruzados ou dormindo enquanto você vai levando a vida.
O primeiro passo é reconhecer que precisa ficar livre. O segundo passo é aceitar que sozinho você nunca vai se livrar da condenação.O terceiro passo é aceitar o presente do perdão!

Raios variam com tempestades

Estudo compara as características dos raios que caem nos estados de São Paulo e do Arizona e conclui: o fenômeno está mais relacionado ao tipo de tempestade do que ao local em que ocorre.
Por: Camilla Muniz
Publicado em 27/10/2010 | Atualizado em 27/10/2010
Raios variam com tempestades
Raios caem em Campinas, no estado de São Paulo (foto: Chaval Brasil - CC 2.0 BY-NC-ND).
Saber se as características dos raios diferem de acordo com a região em que eles ocorrem sempre foi uma dúvida para os cientistas. Para conhecer melhor esse fenômeno, o engenheiro elétrico Antonio Carlos Varela Saraiva, do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), estudou raios nos estados de São Paulo e do Arizona, nos Estados Unidos.
A conclusão foi que os raios estão mais relacionados ao tipo de tempestade do que ao local onde ocorrem.
Na pesquisa, realizada durante sua tese de doutorado, Saraiva utilizou câmeras de alta velocidade, que permitem uma melhor observação das características visuais dos raios.
“As nuvens são compostas por regiões com cargas positivas e negativas. O campo elétrico provocado por esse sistema de cargas é o responsável pela formação dos raios”, explica o pesquisador.
Em uma primeira confrontação de dados, o estudo mostrou que as características visuais dos raios sobre São Paulo e Arizona não diferiam. Já em outra comparação, Saraiva pôde observar diferenças no número de descargas em um raio e na intensidade individual das descargas.
O estudo pode contribuir para o melhor planejamento de sistemas de proteção
A explicação para os resultados está na configuração de cargas elétricas dentro das nuvens que dão origem à tempestade. Foi verificado que quando as áreas negativas eram semelhantes, os raios não apresentavam diferenças significativas, da mesma forma que a situação inversa também foi observada.
Segundo Saraiva, além de ajudar a conhecer os raios — um fenômeno que até hoje carece de estudos —, o trabalho pode contribuir para o melhor planejamento de sistemas de proteção.
“Informações como o número de descargas em cada raio, o tempo entre elas e a intensidade das correntes elétricas são importantes para que se possa dimensionar da forma correta os sistemas de proteção e evitar danos, sobretudo em linhas de transmissão”, sublinha o engenheiro.

Camilla Muniz
Ciência Hoje/RJ
Texto originalmente publicado na CH 275 (outubro/2010).

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2-"A Queda" (Alemanha e Itália, 2003), que relata os últimos dias de Adolf Hitler em seu bunker, é um retrato do fim da Segunda Guerra Mundial e do nazismo.

3- "Avatar" (EUA, 2009) pode ser visto como uma leitura da interação entre seres e ambiente.

4-"Boa Noite e Boa Sorte" (EUA, 2005) é um filme que mostra a relação da imprensa com a doutrina do macartismo (no caso, da relação tensa entre o jornalista Edward Murrow com o senador Joseph McCarty); como pano de fundo, há a Guerra Fria.

5- "Jean Charles" (Brasil e Reino Unido, 2009), ao relatar a morte por engano do brasileiro em Londres, ajuda a entender a tensão pós-11 de setembro no mundo, com constantes ameaças de ataques terroristas.

6-O clássico "Laranja Mecânica" (Reino Unido, 1971), de Stanley Kubrick, é uma mostra de métodos utilizados pelo Estado para o controle da violência.

7- "London River" (Reino Unido, França e Argélia, 2009) segue a linha de "Jean Chales", com pais procurando por filhos desaparecidos após os atentados na capital inglesa em 2005.

8- "Maria Antonieta" (EUA, 2005), da diretora Sofia Coppola, é um retrato do absolutismo na França e da revolução que se seguiu depois.

9-"O Segredo dos Seus Olhos" (Argentina e Espanha, 2009) tem elementos que ajudam a entender os meandros de uma das ditaduras mais repressoras da América Latina.

10-"Preciosa" (EUA, 2009) é uma boa pedida para entender um pouco mais sobre exclusão e desigualdade social.

11- "Tropa de Elite 2" (Brasil, 2010), já recordista de bilheteria, mostra o combate ao tráfico de drogas e às milícias no Rio de Janeiro.

12- "Uma Noite em 67" (Brasil, 2010), ao mostrar o encerramento do 3º Festival de MPB da TV Record, apresenta um bom panorama sobre a cultura na época.

13- "Um Dia Muito Especial" (Itália, 1977), clássico de Ettore Scola, é uma mostra de como era a Europa de 1938, às voltas com regimes totalitários, como o nazismo e o fascismo.

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Fonte: uol.com.br