Notícias

Mostrando postagens com marcador TEXTOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TEXTOS. Mostrar todas as postagens

A Coruja de Minerva

Em suma, a Filosofia surge quando se descobriu que a verdade do mundo e dos humanos não era algo secreto e misterioso, que precisasse ser revelado por divindades a alguns escolhidos, mas que, ao contrário, podia ser conhecida por todos, através da razão, que é a mesma em todos; quando se descobriu que tal conhecimento depende do uso correto da razão ou do pensamento e que, além da verdade poder ser conhecida por todos, podia, pelo mesmo motivo, ser ensinada ou transmitida a todos.





Coruja de Minerva- Simbolo da Filosofia
A coruja da filosofia é a Coruja de Minerva. Minerva é uma deusa romana. Seu equivalente A coruja da filosofia é a Coruja de Minerva. Minerva é uma deusa romana. Seu equivalente grego é Athena.
A deusa Athena é filha predileta do deus dos deuses, Zeus, e da deusa Metis, cujo nome significa “conselheira”, e que indica a posse de uma sabedoria prática. Athena não nasceu de parto normal. Zeus engoliu a esposa, Metis, para se safar do filho que, pensava ele, poderia destroná-lo, aliás como ele próprio fez com seu pai, Cronos. O nascimento de Athena se dá de um modo especial: após uma grande dor de cabeça, Zeus teve sua fronte aberta por um de seus filhos, e daí espirrou Athena, já forte e grande.
Athena seria a protetora natural de Athenas – uma vez que estava ligada à idéia de cuidado com as habilidades manuais, com as artes em geral, com a guerra enquanto capacidade de proteção e, enfim, com a sabedoria, ou seja, tudo que deveria comandar uma cidade.
O mito pode ser lido como tendo o objetivo mostrar a criação da aranha. Mas, como sempre, fornece mais leituras: mostra Athena como compreensiva aos erros humanos: um deus que não fosse Athena não se daria ao luxo de virar uma mortal para, sutilmente, persuadir um outro mortal de não insultá-lo. Assim, com tal característica, Athena era de fato a condutora da cidade de Athenas, que recebeu tal nome por causa dela. Inspirados em Athena, os cidadãos gregos daquela cidade aprenderiam a se comportar diante das leis urbanas, deveriam tomar as melhores decisões, evitar conflitos e se proteger, ordenadamente – inclusive através da guerra – contra inimigos externos.
A imagem de Athena povoou as mentes de alguns filósofos. Platão, ao falar de Athena, a tomou como protetora dos artesãos, ressaltando o caráter da deusa enquanto não somente uma guerreira e conselheira, mas efetivamente como aquela que, desde o momento que deu a oliveira aos mortais, estava preocupada em honrar a sabedoria prática, a habilidade de usar as mãos em articulação com o cérebro. Talvez Marx, ao falar que o pior engenheiro é ainda melhor que a melhor das aranhas, estivesse pensando, de fato, em Arachne. Mas certamente é com Hegel que Athena se imortalizou para nós modernos, finalmente, na sua ligação com a filosofia. É claro que predominou seu nome romano, Minerva. E mais que a própria deusa, a coruja ficou no centro da história.
A frase de Hegel, que diz que a Coruja de Minerva levanta vôo somente ao entardecer, alude ao papel da filosofia. Ou seja, a filosofia só pode dizer algo sobre o mundo, através da linguagem da razão, após os acontecimentos que haviam de acontecer realmente acontecerem. Antes que “prever para prover”, que é um lema de Comte e, portanto, do espírito cientificista, Hegel preferia dar crédito a uma postura filosófica que se via distinta da postura da ciência: a voz da razão explica – racionaliza – a história. Ou seja, depois da história, ela mostra que esta não foi em vão.
Quando dizemos, com William James, que cada filosofia é o temperamento do filósofo que a criou, podemos então caminhar mais um pouco e dizer que Marx e Hegel aparecem como os que melhor encarnaram a própria psicologia de Athena para tecerem suas filosofias. Marx e Hegel, cada um com sua própria psicologia, seus temperamentos, captaram o espírito de Athena para fazerem disso espelhos para suas filosofias. Pois, afinal, Athena detinha com suas duas facetas o espírito de suas filosofias: de um lado, Athena era a protetora de uma democracia de artesãos, de outro, a racionalizadora das decisões urbanas. Portanto, Marx e Hegel, em essência!Mas sabemos que, de fato, o símbolo da filosofia ficou sendo a coruja, não Athena. Poderia ser outro animal, e não a coruja, o mascote de Athena? E como mascote da filosofia, o que indica?
A coruja não é bela. Platão era tido como belo, mas Sócrates era horrível. A coruja não é adepta de uma visão unidirecional, ela gira a cabeça quase que completamente, vendo todos os lados. Platão era adepto de uma visão unificadora, mas Sócrates era quase um perspectivista. Platão ensinava em uma escola que, muitas vezes, foi oficial. Mas Sócrates ensinava nas ruas. Foi acusado e condenado por seduzir os jovens, por roubá-los da Cidade, da Pólis. A coruja, por sua vez, é a ave de rapina par excellence, e apanha os descuidados – na noite. Os leva da cidade, para seu ninho. E então, dá para entender, agora, o que é que coruja e filosofia fazem juntas?  
adaptado:
De Marilena Chaui
Editora. Ática, São Paulo, 2000.

TEXTO DE EDUCAÇÃO FISICA


por marcelodoctor em Seg Fev 08 2010, 20:27
Devido a reportagem onde foi mostrado o desmaio do ex jogador de futebol Batista, hoje comentarista da Sportv do RS, várias matérias estão sendo veiculadas referente a ação da temperatura do ambiente em nosso organismo.
Os humanos precisam manter a temperatura corporal constante (homeostasia). Quando nos exercitamos, as mitocondrias aumentam a produção de calor nas unidades desacopladoras de elétrons. Esse calor levaria ao aumento da temperatura interna caso não tivéssemos um eficiente sistema de eliminação do calor excessivo. Esse sistema está baseado na condução, convecção, irradiação e evaporação da água.
Fisiologicamente falando, é que as atividades físicas em ambientes com temperaturas superiores à temperatura do corpo (36,5 - 37ºC), DEVERIAM SER PROIBÍDAS nos aspecto profissional. O corpo passa a ganhar calor do ambiente, podendo ocorrer queda acentuada da pressão, além da desnaturação de proteínas e com isso de enzimas corporais. Tornando com isso a vida incompatível, com aumento significativo do risco de morte.
Com uma perda de 5% do peso corporal pelo suor o desempenho diminui cerca de 30%. Se a desidratação persistir com perda de água superior a 7%, o risco de colapso circulatório torna-se iminente e em extremo a hipertermia pode causar choque térmico e levar o indivíduo a morte.

Dependendo do tipo de atividade , da intensidade e da frequência, atletas se exercitando em ambientes extremamente quentes, precisam ingerir até 10 litros por dia. A recomendação é que tomem 500ml de líquidos 2 horas antes do início do exercício. Em dias com temperaturas acima de 38 graus, aumentar a ingesta em mais 500ml 30 a 60 minutos antes da atividade física. Uma forma prática de verificar a hidratação é observar a coloração da urina e seu volume. Coloração amarelo escuro e volume reduzido indicam desidratação. Uma análise mais técnica é verificar a densidade da urina. Valores abaixo de 1,010 indicam estado de hidratação adequado, e valores acima de 1,020 indicam que o atleta está desidratado.
A recomendação de líquidos durante a partida de futebol poderá estar para consumo médio de 250ml nos intervalos de 15/20 minutos.
Em relação ao aporte de líquidos após o evento esportivo, é que o atleta realize um consume de 150% do volume perdido em até 6hs após o seu término.
Em outra coluna descreverei de forma contextual as estratégias referente a hidratação para os atletas, com volume, tempo e composição para as diversas fases da atividade física.